A Biblioteca Escolar disponibiliza-te um conjunto de guiões que te orientam na obtenção de métodos de estudo corretos e eficazes e na realização de tarefas. Usa-os sempre que precisares.

Como fazer uma síntese?

O que é uma síntese?

É um texto reduzido às suas ideias principais que tem como objetivo reproduzir, em poucas palavras, o que o autor expressou amplamente.

Como elaboro uma síntese?

  • 1.ª fase: lê atentamente o texto original e:
    • a) deteta as ideias e acontecimentos principais;
    • b) sublinha as partes mais importantes;
    • c) anota os pontos que devem ser conservados.
  • 2.ª fase: constrói o novo texto e:
    • a) resume cada parágrafo separadamente, mantendo a sequência de ideias do texto original;
    • b) une os parágrafos, fazendo as adaptações pertinentes.
  • 3.ª fase: lê e avalia a síntese
  • 4.ª fase: corrige e aperfeiçoa a síntese.

Que caraterísticas deve ter a síntese?

O texto de síntese caracteriza-se por:
  • ter apenas 1/3 da extensão do texto original;
  • evitar copiar partes do texto original;
  • ser redigido com a linguagem própria de quem sintetiza (texto pessoal);
  • estar redigido na 3.ª pessoa;
  • não utilizar o discurso directo;
  • apresentar liberdade na ordem e organização das ideias, mas sem alterar a relação entre os factos e o seu significado;
  • permitir formular juízos de valor implícitos (carácter apreciativo).
Como fazer sublinhados e anotações?

O que é sublinhar?

Sublinhar é colocar uma linha debaixo das palavras ou frases de um texto.

Porque é que se sublinha?

Sublinha-se para:
  • realçar as palavras ou frases mais importantes de um texto;
  • facilitar a memorização dos conhecimentos;
  • permitir fazer revisões da matéria mais facilmente;
  • elaborar resumos mais facilmente.

Posso sublinhar qualquer livro?

NÃO!
  • Nunca se sublinha livros de outras pessoas ou de bibliotecas, pois, além de não serem nossos, podemos estar a destacar palavras ou frases que são importantes para nós, mas não para os outros. Além disso, os nossos sublinhados podem alterar a interpretação do próximo leitor.
  • Se o livro for teu, podes sublinhar, mas sempre a lápis macio (n.º 1 ou n.º 2, mas nunca n.º 3 ou n.º 4), para não estragar o livro e para possibilitar apagar os sublinhados, caso te enganes, mudes de ideias, queiras emprestar o livro para outra pessoa ler ou estudar ou até caso queiras vendê-lo.
  • Tratando-se de fotocópias, a melhor opção é ainda o lápis, pois podes sempre alterar ou apagar os sublinhados numa leitura futura. Se preferires usar cor, recorre a esferográficas ou a marcadores luminescentes de ponta biselada para sublinhar.
  • No caso de jornais e revistas, desde que sejam teus ou, não sendo, tenhas autorização para escrever neles, podes sublinhar à vontade.

Posso sublinhar com esferográfica?

Nunca se sublinha livros com esferográficas ou marcadores, mas sempre a lápis. Apenas fotocópias e jornais ou revistas, se forem teus ou se te autorizarem, podem ser sublinhados com tinta.

Como devo sublinhar?

o texto todo uma vez, sem sublinhar nada. Presta atenção ao título e subtítulos existentes. Procura identificar o tema.
Na segunda leitura, que deve ser atenta, vais:
  • sublinhar as definições e ideias-chave;
  • sublinhar as frases que contêm os elementos de informação mais importantes, de modo que, ao lê-las, te forneçam de imediato a ideia fundamental. Se as frases forem longas podes utilizar sublinhado lateral:
  • sublinhar para que, ao leres só os sublinhados, te lembres de todo o texto e percebas o seu sentido.

Como não devo sublinhar?

  • Não sublinhes o texto todo: sublinhar tudo é o mesmo que não sublinhar nada.
  • Não abuses dos traços e das cores. Em geral, basta destacar uma frase ou duas por parágrafo.
  • Não sublinhes palavras, frases ou parte delas que já tenhas sublinhado anteriormente se traduzirem ideias semelhantes.
  • Não sublinhes partes do texto que não traduzam ideias ou dados essenciais.

O que é uma anotação?

Uma anotação é um apontamento relativo a um texto que o comenta ou complementa.

Onde se fazem as anotações?

Em geral, fazem-se junto ao local a comentar, se houver espaço. Não havendo, faz-se numa margem da folha, ao nível da linha ou frase que se quer comentar ou noutra zona em branco. Depende da disposição do texto e das imagens, se as houver, e da extensão da nota. Também se podem fazer no caderno diário, por exemplo.

Posso usar símbolos ou abreviaturas?

Sim. As anotações são breves, devido ao pouco espaço disponível. Por vezes, utilizam-se símbolos na margens, com o significado seguinte:
CódigoSignificado
!importante; informação a reter.
Vconcordo
Xdiscordo
def.definição ou conceito
?dúvida
Como fazer um resumo?

O que é um resumo?

Um resumo de um texto é outro texto mais sucinto do que o original e que apresenta, de forma breve, as suas informações principais.

Por que devo fazer resumos?

Porque um resumo:
  • facilita a compreensão e assimilação dos textos de qualquer matéria;
  • permite-te treinar a tua capacidade de síntese;
  • exercita a tua capacidade de comunicar com mais rigor.

Qual é a diferença entre um esquema e um resumo?

O esquema é, essencialmente, uma representação visual das ideias ou tópicos de um texto; o resumo é sempre discursivo, resultando de contração ou condensação do texto.

Que comprimento deve ter um resumo?

Depende do fim a que se destina. Em geral, a sua extensão é maior do que a de um esquema mas inferior à do texto original (quase sempre menos de um quinto do tamanho - vinte por cento - do texto original).

Posso copiar frases e eliminar algumas partes?

Não. A estratégia de copiar grandes excertos do texto e eliminar completamente certas partes não é resumir. Terás de reescrever o excerto de texto com menos palavras e só com a ideia principal.

Num resumo posso dizer se concordo ou não com o texto?

Não. O autor do resumo não deve efetuar qualquer análise crítica ao texto original, nem acrescentar ideias que ele não contenha, bem como omitir ideias importantes. A sua criatividade reside no poder de decidir o que no texto original é importante figurar no resumo e o que não é.

Quais são as características de um bom resumo?

  • Brevidade – um resumo contém apenas as ideias principais; os pormenores não são incluído;
  • Fidelidade e rigor – um resumo deve apresentar todos os elementos importantes do texto, sem omissões nem acrescentos, e sem deformações do seu sentido;
  • Seletividade – um resumo deve centrar-se nas ideias principais, sem divagar;
  • Clareza – um resumo deve ser inteligível, preciso e escrito de forma simples. Os factos, os dados e as ideias não podem ser relatados de modo confuso;
  • Não-contradição — um resumo deve ser coerente, não contradizendo conteúdos ou pressuposto do texto original;
  • Originalidade e criatividade — um resumo traduz os conteúdos do texto em linguagem original e pessoal, sem adulterar o seu sentido. Um resumo não contém, por norma, transcrições de frases do texto.

Como procedo para resumir um texto?

  1. Lê, com calma, o texto todo, procurando compreendê-lo na globalidade; Após esta primeira leitura, estás em condições de formular perguntas como estas:
    • Quem diz?
    • O que diz, ou o que defende?
    • Quantas partes tem o texto?
    • Do que trata cada parte do texto?
    • Qual é a opinião do autor do texto?
  2. Relê o texto de modo mais aprofundado. Nessa leitura,
    • distingue as ideias principais dos exemplos ou detalhes;
    • sublinha, a lápis, as frases ou palavras importantes, pondo, assim, em evidência as ideias principais.
  3. Faz o resumo de cada parágrafo, porque, normalmente, num texto bem elaborado, cada parágrafo apresenta uma ideia.
  4. Lê os parágrafos resumidos e observa se há uma estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bem encadeadas, formando um texto legível e fluído.
  5. Elabora, de seguida, o resumo propriamente dito. Deves ter em conta o seguinte:
    • mantém o resumo breve e escreve-o como um texto normal;
    • interliga bem as ideias recorrendo aos conectores lógico-sintáticos (pois, porque, como, logo, então, apesar de, embora, entre muitos outros);
    • não deves comentar as ideias do autor;
    • não repitas frases do autor. Recorre à paráfrase, isto é, repete as suas ideias, mas recorrendo a outras palavras. Quando tiveres de usar alguma expressão ou frase do autor, coloca-a entre aspas;
    • se estás a resumir um livro, não deves transcrever diálogos, nem incluir descrições detalhadas, cenas ou personagens secundárias. Somente as personagens, os ambientes e as ações mais importantes devem ser registadas.

Posso ver alguns exemplos de resumos?

Sim, claro. Apresentamos-te algumas frases seguidas de um possível resumo das mesmas e da regra que o justifica:

Frase original: "A menina tinha uma coroa dourada sobre os cabelos cor de fogo aos caracóis. Na coroa estava escrito com tinta verde: Princesa Magda."
Frase resumida: "A menina tinha uma coroa onde estava escrito: Princesa Magda."
Regra utilizada: não incluir pormenores inúteis.

Frase original: "O Pedro estava muito zangado com o irmão. Estava furioso porque o irmão lhe tinha estragado a bicicleta."
Frase resumida: "O Pedro estava zangado com o irmão, porque ele lhe tinha estragado a bicicleta."
Regra utilizada: não repetir o que já se disse.

Frase original: "Carolina apanhou margaridas, papoilas e camélias."
Frase resumida: "Carolina apanhou flores."
Regra utilizada: "Empregar um termo genérico para substituir uma lista de objetos."

Frase original: "E eu via-a encarquilhar-se, a definhar, a perder volume, a desfazer-se, como se fosse desaparecer…"
Frase resumida: "Ela ia enfraquecendo."
Regra utilizada: utilizar uma palavra para descrever uma série de ações apresentadas numa ou em várias frases.


Bibliografia:
GIASSON, Jocelyne - A compreensão na leitura. Porto: Edições Asa, 1993.
Como fazer um esquema?

O que é um esquema?

Esquema é uma figura que representa as relações e funções de palavras-chave de um texto ou assunto.
Exemplo:

Porque se usam esquemas?

Os esquemas representam uma enorme economia de palavras e oferecem a vantagem de destacar visualmente a essência do assunto em análise, podendo ainda ser facilmente reformulados. Os esquemas ajudam-nos:
  • a compreender e a recordar os acontecimentos;
  • a estabelecer relações entre eles.

Que tipos de esquemas há?

Há vários tipos de esquemas:
  • Lineares - se a informação é organizada na horizontal e na vertical;
  • Gráficos - se a informação é organizada através de chavetas ou quadros;
  • Numéricos - se a informação é organizada através de uma série de números 1,2,3, (para temas), 1.1, 2.1, 3.1,… (para subtemas);
  • Circulares - se a informação é organizada em círculo; o tema fica no centro, partindo dele os subtemas, as classificações,…;
  • Piramidais - se a informação se dispõe em forma de pirâmide;
  • Sistemáticos - se a informação é organizada em forma de quadro, representando as relações de interdependência;
  • Mapa mental - se a informação é organizada em torno de conceitos fundamentais.
Antes de realizar um esquema, deves:
  • Ler o texto uma vez;
  • Ler o texto, atentamente, apreender as ideias-chave do texto, sublinhando-as e ordenando-as;
  • Escolher o tipo de esquema mais adequado.
Como realizar um trabalho escolar escrito?

1.ª etapa: a escolha do tema

Que tema devo escolher?

Quando o trabalho é proposto pelo professor, tens apenas de compreender muito bem o que se pretende. Se não souberes bem o que fazer, conversa com o teu professor.
Quando o trabalho é da tua iniciativa, deves escolhê-lo tendo em conta quatro critérios fundamentais:
  • o tema – deve ir de encontro aos teus interesses;
  • os objetivos - não deves escolher tarefas muito superiores ao que se pretende nem muito superiores aos teus conhecimentos, pois corres o risco de ficar com uma tarefa muito árdua entre mãos;
  • as fontes de consulta - é necessária a existência de documentação para consulta à qual deverás conseguir ter acesso;
  • o tempo de que dispões - se o tempo for pouco, há necessidade de limitar a investigação.
  • Se souberes com rigor o que se pretende ou o que pretendes com o trabalho, evitarás atrapalhações e dificuldades na sua elaboração.

2.ª etapa: a recolha de informação

Onde arranjo informação para os meus trabalhos?

Deves começar por saber que documentos tratam o tema do teu trabalho e se estão à tua disposição (manuais escolares, livros da biblioteca, etc.). Nota que a biblioteca disponibiliza-te, entre outros:
  • dicionários, que definem o sentido das palavras;
  • enciclopédias, que oferecem uma visão geral dos assuntos;
  • livros especializados, que desenvolvem os temas;
  • cd-roms interativos que exploram muitas temáticas;
  • músicas e filmes que te podem ser úteis, dependendo do trabalho a executar.
Podes consultar qualquer documento que vês na biblioteca e a maioria pode ser requisitada para consulta, leitura ou estudo domiciliário. Informa-te junto da professora bibliotecária.
Existem, no entanto, outras fontes de informação a que podes recorrer:
  • meios de comunicação: jornais, revistas, Internet;
  • entrevistas diretas: a pessoas competentes na matéria;
  • visitas de estudo.

Por onde devo começar a documentar-me para fazer o trabalho?

Como, em geral, há informação abundante sobre as temáticas dos teus trabalhos, deves começar por ler documentos que te deem uma visão geral sobre o assunto (um artigo de uma enciclopédia, por exemplo, ou de um manual específico) e só depois deves ler sobre os diversos aspetos focados nessa leitura.

Como começo a escrever o trabalho?

Deves começar por anotar tudo o que te pareça interessante. Essa recolha de informação poderá ser feita através de:
  • tomada de notas;
  • pequenos resumos;
  • palavras-chave;
  • esquemas/mapas.
Um aspeto muito importante é reservares uma das tuas folhas de notas para lá colocares referências aos documentos que consultaste. Vê mais abaixo, em detalhe, como deves proceder.

3.º etapa: o plano do trabalho

Tenho muitas anotações e estão dispersas e confusas. O que faço com elas?

É natural a informação estar nesse estado, porque não existiu uma ordenação das ideias. É conveniente elaborares um plano do trabalho para evitar que este fique vago, confuso, desordenado e até repetitivo. Para isso:
  • relê as tuas notas;
  • filtra a informação, isto é, elimina toda a informação supérflua ou confusa;
  • realça os aspetos ou as ideias que vais apresentar;
  • ordena as ideias, isto é coloca-as numa sequência lógica. Para tal, podes fazer um índice esquemático ou uma lista de palavras ou ideias-chave;
  • divide o trabalho em capítulos e/ou subcapítulos;
  • estabelece uma calendarização, isto é, define quando vais fazer cada parte do trabalho e quando tem de estar pronta cada uma delas, de modo a cumprires com o prazo dado pelo professor.

Posso alterar o meu plano inicial (incluir ou retirar coisas)?

Sim, podes. Neste momento tens um primeiro plano de trabalho: sabes sobre o que queres escrever e sobre o que não queres, sabes onde vais escrever, quando e até quando o vais fazer. É natural que sintas necessidade de alterar os teus planos à medida que vais construindo o trabalho, seja porque consultas informação nova que consideras importante incluir, seja porque há coisas sobre as quais achas que já não faz sentido escrever, seja por alterações imprevistas no tempo que tinhas destinado à realização do trabalho.

4.º etapa: redação do trabalho

Que cuidados devo ter com as frases que vou escrever no trabalho?

Eis algumas sugestões que deves ter em conta, quando redigires o trabalho:
  • nunca utilizes termos ou conceitos sem os definires;
  • procura utilizar frases afirmativas em vez de frases negativas;
  • constrói frase curtas;
  • procura que cada parágrafo corresponda a apenas uma ideia.

Que partes deve ter o meu trabalho?

Depende do tipo de trabalho. Por exemplo, um trabalho de Ciências Naturais ou de Físico-Química pode ter uma parte experimental; um trabalho de Inglês não deverá ter, certamente, tal parte. Mas, de um modo geral, um trabalho escrito deverá conter, pela ordem indicada as partes seguintes:
  • capa;
  • folha de rosto;
  • índice;
  • introdução;
  • desenvolvimento;
  • conclusões;
  • bibliografia;
  • anexos (facultativo).

O que deve conter a capa?

A capa é o elemento identificativo do teu trabalho. Deve conter:
  • nome da escola;
  • ano letivo;
  • título do trabalho;
  • nome da disciplina;
  • a identificação dos autores - nomes, ano letivo, e a turma (se fores o único autor indica, também, o teu número na turma;
Adicionalmente, se considerares necessário e adequado, pode conter uma (ou várias) ilustrações ou imagens alusivas ao seu conteúdo. Se as ilustrações ou imagens forem da tua autoria (desenho teu, fotografia registada por ti, esquema ou gráfico feito por ti), o trabalho fica mais valorizado.

O que é a folha de rosto? O que deve conter?

A folha de rosto é a folha que vem logo após a capa e que apresenta uma identificação mais detalhada sobre o trabalho, nomeadamente:
  • nome da escola;
  • ano letivo;
  • título do trabalho;
  • nome da disciplina;
  • nome do professor;
  • por cada autor:
    • nome, ano letivo, turma e número;
    • número de processo e email institucional;
  • a data.
Experimenta pegar num livro de literatura. Verás que ele contém muito provavelmente, uma folha de rosto entre as primeiras páginas.

O que devo colocar no índice?

No índice deves listar todos os títulos e subtítulos que utilizaste ao longo do trabalho, com exceção do próprio índice. Deves indicar a página correspondente a cada um de acordo com a paginação geral do trabalho, que é iniciada na página de rosto e que corresponde à página 1. Cada novo tópico do índice deve ser indicado numa linha independente e devem estar todos ordenados pela ordem em que aparecem no texto.

Como faço um índice de forma automática?

A biblioteca disponibiliza-te um manual que te ensina a escrever um documento de forma organizada e a fazer uso dessas características dos documentos para criares índices de forma automática. Consulta-o aqui.

O que devo escrever na introdução?

Na introdução deves informar o leitor sobre o tema que vais tratar e como vais tratá-lo, apresentando um sumário (ou resumo) do trabalho. Podes também referir os motivos da escolha do tema, as dificuldades encontradas para o estudar e as vantagens de estudar o assunto, bem como outras informações que consideres importantes.

Devo ter uma parte chamada “desenvolvimento”?

Não. A seguir à introdução terás diversos capítulos e subcapítulos onde desenvolves a tua temática, a partir das informações recolhidas, mas sem chamares “Desenvolvimento” a esta parte. O desenvolvimento ou corpo do trabalho é a sua parte central e:
  • deve ser redigido em texto e não por tópicos;
  • pode ser ilustrado (com desenhos, esquemas, fotografias, etc.);
  • pode conter citações dos autores consultados (consulta o Livro de Estilo para saberes como se fazem citações).

Como numero automaticamente os capítulos e subcapítulos?

A biblioteca disponibiliza-te um manual que te ensina a numerar de forma automática capítulos subcapítulos e outros elementos. Consulta-o aqui.

O que escrevo nas conclusões?

Nas conclusões deves referir as consequências do que explicaste no texto ou o que aprendeste com ele. Se o trabalho é, por exemplo, sobre a Revolução Francesa, nas conclusões deves, certamente, referir as consequências de tal evento na vida francesa ocidental e as heranças que dele advieram no mundo contemporâneo; se o trabalho foi para relatar uma experiência de descida de um plano inclinado, deves, certamente, concluir de que modo a gravidade, a inclinação do plano e o atrito influíram nos resultados, entre outros aspectos.
Por vezes, também se refere nas conclusões o que se poderia ter feito no trabalho, mas que fica para ser apresentado em trabalhos futuros. A conclusão não serve para dizeres que gostaste muito de fazer o trabalho!

Como escrevo corretamente a bibliografia?

A biblioteca disponibiliza-te um manual sobre como fazer referências bibliográficas e citações. Consulta-o aqui.

Tenho de pôr sempre anexos nos meus trabalhos?

Não, não é obrigatório colocar anexos no trabalho.
Os anexos podem ser mapas, gravuras, fichas inquéritos, gráficos, ou outros documentos e servem para ilustrar, documentar, completar e fundamentar as afirmações feitas ao longo do trabalho. Há trabalhos que, por terem objetivos muito delimitados, se esgotam no seu conteúdo e não necessitam de quaisquer anexos para as funções descritas. Cabe-te decidir se faz, ou não, sentido incluir documentos anexos ao trabalho.

5.ª etapa: apresentação do trabalho

Uma boa apresentação, agrada à vista e influencia positivamente quem lê. Para que um trabalho tenha um aspeto agradável, deves:
  • usar folhas lisas, brancas, de formato A4;
  • deixar margens do lado da página que permitam anotações por parte do professor e a encadernação do trabalho;
  • fazer uma caligrafia legível, quando não for possível utilizar computador ou máquina de escrever;
  • pôr títulos e subtítulos de forma bem saliente e numerados;
  • numerar e legendar todas as figuras;
  • numerar as páginas, exceto a capa;
  • não entregar folhas riscadas ou cheias de emendas;
  • pôr capas protetoras no trabalho - folha de acetato, cartolinas, etc.
Se usares um processador de texto para fazeres o trabalho, podes recorrer a algumas das suas funcionalidades para facilitar a edição e melhorar a apresentação do trabalho. Consulta este documento.

6.ª etapa: impressão

Se fizeste o teu trabalho num processador de texto, a etapa que se segue é a impressão. Imprime o trabalho com alguma antecedência da data de entrega, porque podem acontecer imprevistos:
  • se imprimires o trabalho em casa, certifica-te que possuis um tinteiro ou toner de substituição a mais, já que, no momento de impressão, pode faltar tinta ou toner na impressora. Além disso, imprime o trabalho aos poucos, já que a impressora pode encravar com uma ordem de impressão de muitas folhas.
  • se imprimires o trabalho na escola, verifica previamente os horários da reprografia e a antecedência de entrega dos trabalhos. Além disso, considera que, no momento, podem estar esgotados o tipo de papel ou de encadernação que pretendes, pode haver avarias nas máquinas, entre outros imprevistos.

7.ª etapa: encadernação

A última tarefa é a encadernação. Este passo só se justifica se o trabalho for extenso. Consulta o teu professor para avaliar da sua necessidade ou conveniência.
Há várias formas de encadernação: argolas plásticas, argolas metálicas, encadernação térmica ou baguetes. As argolas são mais práticas, mas exigem uma máquina própria; a encadernação térmica fica melhor mas é mais dispendiosa. Com as baguetes, tu próprio podes fazer a encadernação, acrescentando uma folha de cartolina para a contracapa e uma folha transparente para a capa.

Últimos conselhos:

Para levares a bom termo a realização de um trabalho escrito deves:
  • escolher os temas de acordo com a tua capacidade individual, as fontes de consulta e o tempo disponível;
  • definir com clareza os objetivos do trabalho;
  • procurar informações nas bibliotecas, mas não desprezar outras fontes;
  • arrumar as ideias em esquema, antes de começar a redigir;
  • não copiar sem citar;
  • transcrever com fidelidade as ideias dos outros;
  • identificar as fontes de informação;
  • cuidar da apresentação do trabalho;
  • pedir a orientação do professor nas várias etapas do trabalho.


Bibliografia:
GOMES, Isabel et al - Eu vou fazer um trabalho. Porto Editora. Porto,1995.
Como avaliar páginas eletrónicas para pesquisa escolar?

Como avaliar páginas eletrónicas para pesquisa escolar?


Qualquer pesquisa que efetues num motor de busca na Internet devolve-te, quase instantaneamente, milhares de apontadores.
Mesmo refinando a busca, milhares de fontes são inúteis ou inadequadas aos teus objetivos, seja porque:
  • o autor não está identificado ou não tem identidade confiável;
  • a página eletrónica está desatualizada;
  • o texto é tendencioso, exprimindo apenas o ponto de vista do autor;
  • o conteúdo não cita as suas fontes;
  • o contexto não é adequado;
  • o sítio é confuso e difícil de navegar;
entre outros.
Assim, considerando que qualquer pessoa pode criar uma página eletrónica e que nenhuma entidade supervisiona a sua publicação na Internet, precisamos de desenvolver mecanismos para a análise objetiva das fontes e para uma escolha criteriosa.

Alguns critérios para avaliação de páginas eletrónicas

1. Autoria/credibilidade/citação
  • Quem é o responsável pela página eletrónica. Uma pessoa ou uma instituição?
  • Quais são as suas qualificações?
  • As fontes são citadas?
  • É uma página de domínio .com (comercial), .gov (governamental), .org (organização não-governamental), nacional (.pt)?
2. Intencionalidade
  • Com que objetivo terá a página sido criada? Para informar apenas, para vender, promover algo ou alguém, para convencer?
  • Veicula muita propaganda? Mistura factos com opinião?
  • Omite informações? Parece tendencioso?
3. Conteúdo/Contexto
  • A página abrange todas as questões relativas ao assunto?
  • O texto é compreensível e claro?
  • Está adequado ao teu nível de escolaridade?
  • Está adequado aos objetivos do trabalho que estás a desenvolver no momento?
  • Oferece informações exclusivas?
  • Tem um conteúdo diferenciado em relação aos outros?
  • Os apontadores são interessantes? Oferecem condições para ampliar a pesquisa?
4. Navegabilidade/Design
  • O sítio é de fácil navegação?
  • As hiperligações funcionam?
  • As imagens são pesadas? São mesmo necessárias à compreensão da mensagem?
  • Os títulos são de fácil visualização?
  • Veicula muita propaganda?
  • Os anúncios interferem na pesquisa? Fazem com que te disperses e percas tempo?
  • Há erros grosseiros de ortografia?
5. Atualidade/continuidade
  • As datas de criação e atualizações estão indicadas?

Bibliografia:
BERTOCCHI, Sônia - Como avaliar e confiar nos sites para pesquisa escolar [Em linha]. Educarede: Fundación Telefónica. [Consult. 4-11-2012]. Disponível em WWW: http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=internet_e_cia.informatica_principal&id_inf_escola=35.
Como preparar um teste?
Os testes, fichas de avaliação ou exames são dos momentos mais importante da tua vida escolar, pois é neles que te mostras capaz de, sozinho(a), demonstrar e aplicar os teus conhecimentos. Deves preparar-te bem e com antecedência para conseguires bons resultados.
O medo ou alguma ansiedade são normais e, até certo ponto preparam-te para a ação, na medida em que é necessária alguma ansiedade para enfrentares o desafio que é uma avaliação. Tudo o que te exija velocidade de raciocínio, esforço, concentração, resistência, destreza implica que estejas alerta, ativo(a) e atento(a).
Antes do teste:
  • Estuda com tempo. Estudar apenas na véspera normalmente dá maus resultados e não te deixa tempo para tirares todas as dúvidas. A véspera deve ser reservada para uma revisão final da matéria.
  • Encara as provas com autoconfiança: o medo excessivo é um obstáculo ao êxito escolar.
  • Treina-te a dar as respostas possíveis, por exemplo resolvendo testes antigos ou os testes do manual. Jogo de perguntas e respostas, que podes fazer com os teus colegas, costuma dar bons resultados.
  • Traça previamente um plano de estudo dos conteúdos e reserva, para a véspera da prova, a revisão final.
  • Relê os sublinhados do texto do manual, as anotações e os apontamentos para consolidares os teus conhecimentos.
Na véspera do teste:
  • Relê os sublinhados do texto do manual, as anotações e os apontamentos para consolidares os teus conhecimentos.
  • Prepara todo o material necessário à realização da prova e coloca-o na mochila.
  • Procura dormir bem: a frescura física é uma condição essencial para ter sucesso numa prova de avaliação.
Durante a realização da prova:
  • Lê todo o enunciado do teste antes de responderes, pois poderás tomar as atitudes mais corretas quanto à distribuição do tempo e à forma de organização das respostas.
  • Distribui o tempo pelas várias perguntas, tendo o cuidado de deixar os últimos 5 ou 10 minutos para uma leitura/revisão das respostas.
  • Começa por responder às questões que achas que sabes bem e deixa para depois aquelas que não sabes responder de imediato. Em caso de dificuldade, não te perturbes e passa imediatamente a outra questão. Deste modo vais ganhando confiança e tranquilidade ao longo da prova.
  • Procura captar sempre o sentido exato das questões, conhecendo previamente o significado de termos como Define, Interpreta, Explica, Analisa, Comenta, Relaciona. Lembra-te de que perguntas mal compreendidas, serão mal respondidas.
  • Faz uma lista de tópicos antes de começares a responder. Em seguida, ordena-os de forma lógica e coerente e, só depois, elabora a resposta.
  • Responde de forma clara e segura. Evita escrever sobre o que não dominas bem.
  • Escreve frases com correção e sem erros ortográficos. Os erros, além de darem ao professor má impressão, descontam a classificação da tua prova.
  • Cuida a caligrafia pois a legibilidade de um texto facilita a sua avaliação. Se o professor não conseguir ler a tua resposta, não poderá considerá-la certa.
Após a entrega/correção da prova:
  • Quaisquer que sejam os resultados, solicita ao professor um comentário ao teu teste.
  • Em casa, consulta o manual e responde às questões em que tiveste mais dificuldades. Recorre de novo ao professor, se ainda tiveres alguma dúvida.
  • Se tiveres uma classificação baixa, não encares o resultado com derrotismo. Assume a responsabilidade e, sobretudo, lembra-te de que é apenas um aviso de que deves estudar mais ou melhorar os teus métodos de estudo. Confia em ti e não desanimes.
  • Se obtiveste uma boa classificação, orgulha-te do resultado mas não o encares com triunfalismo. Continua a trabalhar, pois essa é a chave para o êxito.
Como fazer referências bibliográficas?
A elaboração de referências bibliográficas rege-se por normas. Ao cumprires estas normas estás a criar documentos uniformes que são facilmente compreendidos pelos outros.
A norma seguida pelo Agrupamento para criação de referências bibliográficas é a norma portuguesa (NP 405), nas suas variantes:
  • NP 405 – 1: documentos impressos;
  • NP 405 – 2: materiais não livro;
  • NP 405 – 3: documentos não publicados;
  • NP 405 – 4: documentos eletrónicos.

Elementos a considerar numa referência bibliográfica

Os elementos a considerar numa referência bibliográfica são normalmente os mesmos para todos os tipos de documentação e para todos os estilos de citação, embora a ordem pela qual são apresentados possa variar conforme o estilo adotado. Estes elementos incluem:
  • nome do autor (apelido, em MAIÚSCULAS, seguido de vírgula e do nome próprio, em minúsculas (ex: CAMÕES, Luís de); se o autor for desconhecido ou for indefinido, o título deve ser escrito em maiúsculas);
  • título da obra (em itálico ou sublinhado);
  • número da edição (omitir se for a 1.ª);
  • local da edição (se desconhecido, indicar [s.l.]);
  • editor (se desconhecido, indicar [s. n.]);
  • ano da publicação (se desconhecida, indicar [s.d.]);
  • volume;
  • ISBN;
  • páginas da obra ou páginas relativas à publicação referenciada.
Nota: quando na mesma obra forem omissos vários dos elementos anteriormente referidos faz-se a sua referência dentro de um único parêntesis [ ].

Livros

APELIDO, Primeiros nomes - Título. Edição. Local de publicação: Editora, Ano de publicação. ISBN.
Exemplos:
  • De um autor:
    LOURENÇO, Frederico - Caracteres. Lisboa: Cotovia, 2007. ISBN 978-972-795-217-5.
  • Até três autores (referem-se todos):
    ABREU, Isaura; SEQUEIRA, Ana Pires; ESCOVAL, Ana - Ideias e histórias: contributo para uma educação participada. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1990. ISBN 972-9380-05-8.
  • Mais de três autores (refere-se o nome do primeiro autor seguido de [et al.]:
    Perkins, George [et al.] - The American tradition in literature. 70th ed. New York: Mcgraw-Hill, 1990. ISBN 0-07-049342-1.
  • Autor desconhecido (quando o nome do autor não aparece no documento, o título é o primeiro elemento da referência bibliográfica).

Livros de coletividades

Quando o autor de uma obra é:
  • uma instituição, o seu nome escreve-se como aparece na fonte.
  • uma instituição subordinada (Ministério, Direção Geral), sem autonomia administrativa, o seu nome inscreve-se depois da circunscrição territorial.
Exemplo:
  • INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA – Censos 2001. Lisboa: INE, 2003. ISBN 972-673-602-1 PORTUGAL. Ministério da Saúde: Direção - Geral da Saúde.

Capítulos de livro

Quando o autor do capítulo é o autor do livro.

APELIDO, Primeiros nomes - Título do volume ou parte. In Título da monografia. Edição. Local de publicação: Editora, Ano de publicação. ISBN. Localização na monografia.
Exemplo:
MARTINS, Manuel Frias - O conforto da crítica literária. In Matéria negra: uma teoria da literatura e da crítica literária. 2ª ed. rev. Lisboa: Cosmos, 1995. ISBN 972-8081-84-7. cap II, p.169-189.

Quando o autor do capítulo é diferente do autor do livro

APELIDO, Primeiros nomes - Título da contribuição. In Apelido (do autor da monografia), primeiros nomes - Título da monografia. Edição. Local de publicação: Editora, Ano de publicação. ISBN. Localização na monografia.
Exemplo:
MORTIMORE, Peter - The Vital Hours: Reflecting on Research on Schools and their Effects. In Hargreaves, Andy; Lieberman, Ann; Fullan, Michael; Hopkins, David, eds. - International handbook of educational change. Dordrecht [etc.]: Kluwer Academic Publishers, 1998. ISBN 0-7923-3534-1. p.85-99.

Referência de artigos de publicações periódicas (revistas, jornais, etc.)

APELIDO, Primeiros nomes - Título do artigo. Título da publicação em série. Local de publicação. ISSN. Volume, Número (Ano de publicação), Localização na publicação.
Exemplo:
REIS, Rogério - Internet: controlo e cidadania. Vértice. Lisboa. ISSN 0042-4447. Nº121 (Jan/Abr. 2005), p.189-197.

Teses, dissertações

APELIDO, Primeiros nomes - Título da tese ou dissertação: complemento de título. Local de publicação: Editora, Ano de publicação. Notas suplementares.
Exemplo:
SILVESTRE, Susana Margarida - Partilhar livros com bebés dos 9 meses aos 3 anos: o papel das bibliotecas públicas portuguesas no suporte à literacia emergente [Texto policopiado]. Évora: [s.n.], 2008. Dissertação de mestrado.

Filmes e documentários em vídeo

APELIDO, Primeiros nomes - Título. [designação genérica de material]. Responsabilidade secundária. Local de publicação: editora, ano de publicação. Descrição física. (série). Notas.
Exemplos:
PINTO, Armando Vieira - Fado. Lisboa: Lusomundo, cop. 1947. 1 cassete vídeo (VHS) (110 min.).
It's a Wonderful Life. [registo vídeo]. Realização de Frank Capra. Los Angeles: RKO, 1946. 1 cassete vídeo (VHS) (130 min.) : p & b, son.

Disco Compacto (CD)

APELIDO, Primeiros nomes - Título. [designação genérica de material]. Responsabilidade secundária. Local de publicação: editora, ano de publicação. Descrição física. (série). Notas.
Exemplo:
PONTES, Dulce - Caminhos [registo sonoro]. Portugal: Movieplay, 1996. - 1 disco (CD).

Documentos não publicados

AUTOR(ES) - Título. Ano. Acessibilidade (Instituição, Local, País).
Exemplo:
UNIVERSIDADE DE ÉVORA. Biblioteca Geral - Regulamento da Biblioteca. 2009. Acessível na Biblioteca Geral da Universidade, Évora, Portugal.

Documentos eletrónicos (documentos da internet, e-books, CR-ROM, etc.)

APELIDO DO AUTOR, Primeiros nomes - Título do documento [em linha]. Edição. Local de Publicação: Editora, ano de publicação. [data de consulta]. Disponibilidade e acesso. ISBN.
Exemplo:
SHAPIRO, Carl; VARIAN, Hal - Information rules: a strategic guide to the network economy [em linha]. Harvard: Harvard Business School Press, 1999. [21 Abr. 2009]. Disponível em WWW: <URL:http://books.google.pt/books?id=aE_J4Iv_PVEC&printsec=frontcover&source=gbs_navlinks_s>. ISBN 087584863X.

Bases de dados

Autor - Nome da base de dados [em linha]. Local de publicação: Editora, data de publicação. [data de consulta]. Nome artigo. Disponibilidade.
Exemplo:
U. S. National Library of Medicine- Medline [em linha]. Maryland: NLM, 2009. [Consult. 21 Abril 2009]. Avian influenza. Disponível em WWW: URL: http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=cmedm&AN=18455796&site=ehost-live&scope=site.
Como fazer citações bibliográficas?
A lista de referências pode ter apresentações diferentes, consoante o tipo de citação que se faz.

Citações numéricas

Nas citações numéricas é atribuído um número único a um documento citado, atribuído sequencialmente por ordem de ocorrência. Todas as citações de um documento têm o mesmo número da primeira.
Exemplo:
Texto:
[...] Segundo Godstein (15) como moduladores de fluidez lipídica, em particular agentes anestésicos gerais e locais (5 p. 585), benzodiazepinas (8) […]
Referências:
(5) SEEMAN, P. - The membrane actions of anesthetics and tranquilizers. Pharmacol. Rev. ISSN 0031-6997. 24 (1972) 583-655.
(8) MENNINI, T. [et.al.] - Diazepan increases membrane fluidity of rat hippocampus synaptosomes. FEBS Lett. ISSN 0014-5793. 173 (1984) 255-258.
(15) GOLDSTEIN, D. B.- The effect of drugs on membrane fluidity. Ann. Rev. Pharmacol. Toxicol. ISSN 0362-1642. 24 (1984) 43-64.

Citações em nota

Os números são inseridos no texto, em expoente ou entre parêntesis, e remetem para as notas. Cada nota tem um número. Esta numeração é sequencial e se o mesmo documento aparece citado novamente, a nota tem um número diferente.
A primeira citação deve incluir o(s) nome(s) do(s) autor(es) e o título completo tais como são dados na lista de referências bibliográficas seguidos do número ou números de página citados.
A segunda citação pode reduzir-se a apelido do(s) autor(es) e uma forma abreviada do título seguidos do número das páginas citadas.
Exemplo:
Texto:
[...] Segundo Goldstein (15) como moduladores da fluidez lipídica, em particular, agentes anestésicos gerais e locais (16), benzodiazepinas (17) indutores da diferenciação celular (18) […]
Citações:
15. GOLDSTEIN, D. B. - The effects of drugs on membrane fluidity.
16. SEEMAN, P. - The membrane actions of anesthetics and tranquilizers, p. 585.
17. MENNINI, T. [et. al.] - Diazepam increases membrane fluidity of rat hippocampus synaptosomes.
18 GOLDSTEIN, T. [et.al.] - cit. 15, p. 45.

Citações entre parêntesis com autor-data-localização

Se se tratar de citações apresentadas dentro do próprio texto, entre parêntesis, deve-se dar o nome do autor, o ano de publicação da obra, e se necessário, o(s) número(s) de página citada(s). Se o autor faz parte integrante do texto, coloca-se apenas entre parêntesis o ano e número das páginas.
Exemplo:
[...] Segundo Goldstein (1984, p. 47) como moduladores da fluidez lipídica, em particular, agentes anestésicos gerais e locais (Seeman, 1972), benzodiazepinas (Mennini et. al., 1984, p. 585) [...]

Citações de obras não consultadas pelo autor

Sempre que o extrato ou a obra citados não foram consultados pelo autor e a citação é feita por intermédio de outro autor, devem fazer-se anteceder as citações de Apud (segundo, conforme) ou Cit. Por (citado por):
Exemplo:
(1) Apud RIVIERE, J. C. - Metodologia de la documentación científica, p. 16
(2) Cit. por FROMM, Erich - Conceito marxista do homem, p. 96.

Documentos do mesmo autor com a mesma data

Se as citações e respetiva lista de referências bibliográficas contiverem vários documentos do mesmo autor publicados no mesmo ano, acrescenta-se ao de publicação uma letra (a, b, c, ... etc.) na citação e na referência bibliográfica, para assegurar a correspondência entre a citação e a referência.
Exemplo:
Texto e Citações:
[...] les autres n'ayant pás été réétudiées depuis (FAVARGER, 1980a, 1980b), à l'exception du Pic [...]
Referências:
FAVARGER, C. (1980a) - Un exemple de variation cytogéographic: la complexe de l'Erysinum grandiflorum-sylvestre. An Inst. Bot. Cavanilles. 35 (1980) 361-393.
FAVARGER, C. (1980b) - Le nombre chromossomique de populations alticoles d'Erysimum des Picos de Europa. Bull. Soc. Neuchateloise Sci. Nat. 100 (1980) 93-105.

Vários documentos do mesmo autor

Se a lista das referências bibliográficas, ordenada alfabeticamente pelo apelido do autor contiver vários documentos do(s) mesmo(s) autor(es), o(s) apelido(s) do autor(es) pode(m) substituir-se por travessão (-) na segunda referência e seguintes.
Exemplo:
COELHO, Jacinto do Prado - Bocage, pintor do invisível. Lisboa: Academia de Ciências de Lisboa, 1966.
___Garrett prosador. Rev. Fac. Letras de Lisboa. 2ª Série. ISSN 0870-6636. 21:1 (1955) 35-49.
___A poesia ultra-romântica. Lisboa: Clássica Editora, 1944.

Vários locais de publicação

Se o documento indica vários locais de publicação, transcreve-se o que estiver em maior evidência seguido de [etc.]; caso todos tenham o mesmo relevo tipográfico transcreve-se apenas o primeiro seguido de [etc.]. Poder-se-ão transcrever até três, no caso de corresponderem a editores diferentes.
Exemplo:
London [etc.]
London: Pergamon; New York: Marcel Dekker; Madrid: Interamericana

Listas bibliográficas

Na lista bibliográfica, os autores devem ser apresentados por ordem alfabética de apelidos.

Bibliografia:
NP 405-1. 1994. Informação e documentação. Referências bibliográficas: documentos impressos. IPQ.
NP 405-2. 1998. Informação e documentação. Referências bibliográficas. Parte 2: Materiais não livro. IPQ.
NP 405-3. 1988. Informação e documentação. Referências bibliográficas. Parte 3: Documentos não publicados. IPQ.
NP 405-4. 1994. Informação e documentação. Referências bibliográficas: Parte 4: Documentos electrónicos. IPQ.
Como consultar um dicionário?

O que é um dicionário?

Um dicionário é uma compilação de vocábulos ou de expressões, ordenados geralmente por ordem alfabética e definidos, por vezes, com indicações gramaticais, etimológicas (que esclarecem sobre a origem da palavra) e fonéticas (que indicam como se deve ler a palavra, no caso da sua pronúncia oferecer dúvidas).

Como está organizado um dicionário?

As palavras estão organizadas por ordem alfabética, para procura mais fácil. A disciplina que se ocupa do estudo dos dicionários, do modo como devem aparecer as palavras, chama-se lexicografia.

Que tipos de dicionários existem?

Há muitos tipos de dicionários e podem classificar-se de acordo com várias características:
  • quanto à sua temática;
  • quanto ao número de línguas (uni ou bilingues);
  • quanto ao formato (de bolso ou de estante);
  • quanto ao suporte (papel ou eletrónico, podendo estes ser em CD-ROM ou em linha).
Quanto à temática pode ter-se, entre outros:
  • dicionários gerais (contêm a generalidade das palavras de uma língua)
  • dicionários de sinónimos (contêm palavras sinónimas);
  • dicionários de antónimos (contêm palavras antónimas);
  • dicionários enciclopédicos (transmitem conhecimentos sobre as palavras, a sua função, o seu uso na língua, e descrevem as realidades designadas pelas palavras);
  • dicionários de rimas (apresentam a coincidência sonora entre várias palavras na vogal tónica ou nesta e sílabas que completam o final vocabular);
  • dicionários semânticos (apresentam o significado das palavras);
  • dicionários bilingues (contêm os significados de palavras de uma língua noutra língua);
  • dicionários etimológicos (apresentam a história ou origem das palavras e a explicação do significado de palavras através da análise dos elementos que as constituem);
  • dicionários de provérbios (enumeram os provérbios de uma língua ou região);
  • dicionários de verbos (contêm os verbos e as suas conjugações);
  • dicionários técnicos (contêm os termos relacionados com determinado setor ou atividade).
Em comum têm a organização, sempre alfabética.

Como devo consultar um dicionário?

1. A introdução

Se é a primeira vez que estás a consultar o dicionário, começa por ler a introdução. Aí podes encontrar instruções de consulta e explicações sobre o modelo do dicionário, que te vão ajudar na tua consulta.

2. As palavras

As palavras (entradas) são colocadas por ordem alfabética. No entanto, nenhum dicionário contém todas as palavras de uma língua.
Existem algumas regras na apresentação das palavras:
  • o nome é apresentado no grau normal, no singular;
  • o adjetivo aparece no grau normal, masculino, singular;
  • o verbo é apresentado no infinitivo.
Alguns dicionários mais completos têm ainda a transcrição fonética da palavra (a forma como se pronuncia a palavra), frases com exemplo de utilização da palavra (normalmente em itálico) e até antónimos.

3. Abreviaturas

Para não se repetir várias vezes as mesmas palavras, usam-se abreviaturas. A lista de abreviaturas aparece geralmente, junto à introdução, logo no início do dicionário.
Eis aqui algumas das mais comuns:
Abreviatura Significado
adj. adjetivo
adv. advérbio; adverbial
conj. conjunção; conjuncional
cf. confrontar com
def. definido
dem. demonstrativo
f. ou fem. feminino
fig. figurado
interj. interjeição
loc. locução
m. ou masc. Masculino
n. nome
pl. plural
pess. pessoal
pref. prefixo
prep. preposição
pron. pronome; pronominal
sing. singular
v. verbo

4. Palavras guias

No topo de cada página aparece sempre uma palavra em destaque (a palavra guia):
  • a palavra guia da página par é a primeira palavra dessa página;
  • a palavra guia da página ímpar é a última dessa página.
Deste modo, quando abres um dicionário sabes que nessas páginas apenas encontras os significados das palavras entre a primeira e a segunda palavra guia. Por exemplo, se as palavras guia forem "plasmar" e "pleurorragia", sabemos que "pletro" está numa dessa páginas mas "pneu" já não está.

5. Interpretar uma entrada




6. Guia de Utilização

Praticamente todos os dicionários têm no seu início um Guia de Utilização. Deverás lê-lo com atenção, pois aí são explicados alguns dos sinais que aparecem junto das palavras e que dizem respeito à sua etimologia, classe gramatical, entre outros aspetos.

7. Dicionários eletrónicos

Atualmente, além dos dicionários tradicionais em papel, na forma de livro, existem também dicionários eletrónicos, seja em disco digital (CD-ROM ou DVD), ou disponível na Internet. Ficam aqui alguns exemplos, de entre os dicionários disponíveis na Internet:
  • Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
    Personalizável, inclui um corretor ortográfico, gramática da língua portuguesa, conjugador de verbos. Acesso às palavras mais pesquisadas.
  • 21 Dicionários Porto Editora
    Dicionário da Língua Portuguesa – com ou sem Acordo Ortográfico
    Dicionários de Verbos Portugueses, Siglas e Abreviaturas, Toponímia, Antroponímia, Termos Médicos, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
    Dicionário Português-Inglês e Inglês-Português
    Dicionário Português-Francês e Francês-Português
    Dicionários de verbos ingleses e franceses
    Dicionário Português-Espanhol e Espanhol-Português
    Dicionário Português-Italiano e Italiano-Português
    Dicionário Português-Alemão e Alemão-Português
    Dicionário Português-Neerlandês e Neerlandês-Português
  • Dicionário de Expressões Inglesas no Português.
    Sobre o uso de termos ingleses no Português